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Quinta-feira, 05 de Julho de 2018, 07:36

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BELA ADORMECIDA

O Vale dos Esquecidos que se dizia é o Vale da Prosperidade, diz Maggi sobre obras da Fico

Por: Viviane Petroli

Da Redação Mato Grosso Agro

Foto: Antonio Araujo/Ministério da Agricultura

Blairo Maggi

 

A saída do papel da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, conhecida como Fico, deverá transformar a região do Vale do Araguaia em Mato Grosso. Para o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, o “Vale dos Esquecidos”, como se chamava a região, se tornará o “Vale da Prosperidade”. As obras da ferrovia, que devem começar em 2019, serão realizadas em um trecho de 383 quilômetros ligando Água Boa (743 km de Cuiabá) ao município de Campinorte (GO).

A notícia de que a fico sairá do papel foi anunciada nesta semana. O modal recebeu do governo federal recursos na ordem de R$ 4 bilhões. O montante, que iria para os cofres públicos, é oriundo da mineradora Vale, como contrapartida pelas prorrogações de seus contratos de concessão da ferrovia dos Carajás (Pará e Maranhão) e a ferrovia Vitória-Minas (Minas Gerais e Espírito Santo). A “saída” do projeto do papel é decorrente a inovação regulatória através da Lei 13.448 de 2017.

A notícia do recurso para a Fico foi comemorada pelo ministro Blairo Maggi, que participou na noite de quarta-feira, 04 de julho, de uma reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, em Brasília (DF). Na ocasião estavam presentes o pré-candidato ao Senado, Carlos Fávaro, e o senador Wellington Fagundes.

“É uma ferrovia que nasceu em 2009, quando o Luiz Antônio Pagot era o nosso diretor geral do DNIT, e com as forças políticas de Mato Grosso fomos discutindo como chegar com a ferrovia no Estado e ali nasceu a Fico. A ferrovia teve o apoio do senador Wellington, deputados federais, todos nós trabalhamos para fazer a Fico que ficou adormecida de 2009 até agora, porque nunca houve recursos, não tinha um projeto para ser executado financeiramente”, pontua Blairo Maggi.

De acordo com Maggi, o que se tem hoje é a “licença ambiental, temos recurso, autorização do TCU e não precisamos de mais nada para começar a ferrovia. Então, é uma questão de papel, regularizar o que falta e efetivamente começar as obras em 2019”.

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento afirma ainda que “o sonho da Fico, que é depois chegar até Lucas do Rio Verde, começa chegando em Água Boa. Ela vai estar presente no Vale do Araguaia. O Vale dos Esquecidos que se dizia é o Vale da Prosperidade”.

A reunião entre Maggi, Fagundes e Fávaro com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, teve como objetivo assegurar que os recursos oriundos da mineradora Vale, que em troca terá as concessões das linhas férreas Carajás (no Pará e no Maranhão) e Vitória-Minas (Minas Gerais e Espírito Santo) renovadas até 2057, sejam destinados de fato para construção dos 383 quilômetros da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), entre Água Boa (743 km de Cuiabá) e Campinorte (GO), e não o trecho de Açailândia (MA) a Barcarena (PA) defendido por lideranças do Pará e Espírito Santo.

"Depois de muito trabalho de articulação das entidades de classes do agronegócio conjuntamente com a bancada federal, finalmente Mato Grosso será contemplado com a tão sonhada Fico. Será a nossa segunda ferrovia e Mato Grosso não pode perder essa oportunidade de desenvolvimento que é uma prioridade nacional. Não somos contra a construção do trecho de Açailândia (MA) a Barcarena (PA), mas pela viabilidade técnica e econômica fazendo primeiro o trecho que está licenciado, que dará acesso a carga de imediato, pela BR-158 na altura de Água Boa, atenderá toda Araguaia, e proporcionará um fluxo de grãos para a Ferrovia Norte-Sul", enfatiza Carlos Fávaro.

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