Opinião

Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2019, 07:41

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E o PIB do Brasil?

Por: José Luiz Tejon Megido

Foto: Assessoria

José Luiz Tejon Megido

 

Crescemos 0,6% no terceiro trimestre frente ao trimestre anterior. Não importa discutir se foi “pibinho” ou “pibão”, o que vale é a boa reflexão. Tem se falado muito de que para impactarmos pra valer o PIB do Brasil, precisamos de um planejamento estratégico e de um plano de negócios para todo o agronegócio brasileiro.

Então, o que a análise do PIB deste trimestre nos ajuda ainda mais nessa reflexão? Crescemos 0,6% graças a quê?

A agropecuária cresceu 1,3% e significou a possibilidade de termos um número positivo no PIB total. Qual outro setor contribuiu positivamente? A indústria extrativa: foi o petróleo.

Então, novamente, quais são as bases econômicas legítimas de raiz no Brasil que permitem impulsionar todos os demais outros setores da economia, indústria, comércio e principalmente serviços, a grande parte da construção do PIB?

Temos a base da mineração, a base do petróleo e a base do agronegócio. Tudo o que é gerado nos campos, rios, represas e mar do Brasil. E isso é uma riqueza que foi criada pelos brasileiros nos últimos 40 anos. E aí vai outra pergunta: qual é a maior indústria brasileira hoje, quando você olha para todas, como metal, mecânica, automobilística, química?

A maior dentre todas é a indústria de alimentos e bebidas, 25% do país, um movimento econômico de quase R$ 700 bilhões e que gera mais de outros R$ 500 bilhões no comércio da alimentação e bebidas, e outros tantos nos serviços.

Para crescer o PIB do Brasil com administração, gestão e governança, precisamos e devemos ter um plano estratégico do agronegócio brasileiro, um plano de negócios e de vendas ao mundo. Acessar mercados mundiais, um plano de “A” do abacate ao “Z” do zebu.

Quer um exemplo? O Brasil é simplesmente o 3º maior produtor de frutas da terra. E sabe quanto vendemos para o mundo? Apenas 2% do que produzimos, não mais do que 600 milhões de dólares num potencial existente de US$ 60 bilhões e na bioeconomia, com um movimento mundial calculado de US$ 4 trilhões, onde o Brasil poderia ter 20% disso contabilizado, quer dizer, outros US$ 800 bilhões, mais do que todo o tamanho do agro hoje.

O Brasil é o melhor país do mundo, o mais rico dentre todos, não há riqueza igual no mundo como a brasileira. O que falta? Gestão, harmonia, inteligência e boa liderança. Podemos crescer e distribuir riqueza, só depende dos brasileiros.


*José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS).

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