Pecuária

Terça-feira, 10 de Julho de 2018, 08:54

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Maggi pode ir para a Rússia negociar fim de embargo à carne suína

Por: Viviane Petroli

Da Redação Mato Grosso Agro

Foto: Viviane Petroli/Mato Grosso Agro

AgroMT

Blairo Maggi.

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, pode em breve ir para a Rússia pessoalmente tentar por um fim ao embargo à carne suína brasileira e mato-grossense, imposta por àquele país em novembro de 2017, após o mesmo detectar a presença de ractopamina, produto utilizado para estimular o crescimento do suíno e que transforma a gordura em fibra, músculo. Conforme Maggi, o Brasil pode conquistar novos mercados para a proteína animal a partir do momento em que conquistar o status de país livre da febre aftosa sem vacinação.

Maggi nesta terça-feira, 10 de julho, possui uma audiência com o novo ministro do Serviço Federal de Supervisão Veterinária e Fitossanitária (Rosselkhoznadzor) da Rússia por meio de telefone. As informações foram passadas pelo próprio ministro da Agricultura brasileiro durante a solenidade de abertura da feira AgroMT em Cuiabá nesta segunda-feira, 09 de julho, após sua conferência sobre o Cenário Nacional Agronômico e ele mesmo abrir o microfone para entidades e produtores presentes para fazerem perguntas.

Os questionamentos sobre a carne suína para Maggi participaram do diretor executivo da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Custódio Rodrigues, que indagou o ministro quanto à abertura de novos mercados para a carne suína brasileira e mato-grossense. “Exportamos para mais de cento e poucos países, porém 70% desta exportação está basicamente de três ou quatro países, sendo 38% do seu total enviada para a Rússia. Desde o final de 2017 a Rússia não compra carne nossa. Nós podemos abrir outros mercados para que a gente possa viabilizar essa carne?”.

Foto: Viviane Petroli/Mato Grosso Agro

AgroMT

Custódio Rodrigues, diretor executivo da Acrismat.

Em sua resposta, o ministro Blairo Maggi afirmou que “sim”. “Sim, abriremos novos mercados a partir do momento em que estivermos livres da febre aftosa sem vacinação. Esse é o grande ponto, porque temos vários países que não aceitam a carne bovina e suína, pois ainda vacinamos o gado”.

Maggi explicou ainda que em relação à Rússia, o fato é que ao contrário de outros países a Rússia não aceita a utilização de ractopamina para estimular o crescimento do suíno e a transformação da gordura em fibra, músculo.

“O Brasil pode usar a ractopamina. Outros países usam. Mas, a Rússia especificamente não aceita. Quem faz produto para a Rússia tem que fazer um produto segregado. Mas, como a gente faz os dois produtos muitas vezes à contaminação e eles detectaram o ano passado à presença disso e retirou o Brasil”, disse Maggi.

Ainda segundo o ministro da Agricultura, “até agora não conseguimos voltar, porque eles alegam que o nosso sistema de rastreamento não é um sistema muito eficiente. Como o sistema é feito por privados, não é o governo quem faz, o governo só faz as análises, o setor privado é quem tem que ter cuidado. Essa é uma outra dificuldade quando a gente fala em comércio mundial. Os produtores, os beneficiadores, todos precisam entender que se você tem um protocolo, se você consegue abrir um mercado, mas tem uma exigência do comprador, do cliente, o comprador sempre tem razão. E, muitas vezes não temos essa sensibilidade.

 

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